TOP 5

TOP 5: Escritores Alagoanos

Olá pessoal!

Alagoas comemora os 200 anos de Emancipação Política do Estado nesse mês de Setembro. Então resolvi selecionar 5 escritores de Alagoas para vocês conhecerem ♥

 

1 – Graciliano Ramos

Graciliano Ramos

(Quebrangulo, AL, 27 de outubro de 1892 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1953)

Graciliano Ramos (Mestre Graça) foi escritor, romancista e político.É considerado um dos maiores escritores brasileiros do século XX e proeminente representante do Romance de 30.

Em 1904, vai morar em Viçosa. Lá, cria um jornalzinho dedicado às crianças, o “Dilúculo”. Posteriormente, redige o jornal “Echo Viçosense”, que tinha entre seus redatores seu mentor intelectual, Mário Venâncio. Em 1906 publica na revista carioca “O Malho” sonetos sob o pseudônimo de Feliciano de Olivença. Em 1909, passa a colaborar com o “Jornal de Alagoas”, de Maceió, publicando o soneto “Céptico” sob o pseudônimo de Almeida Cunha.

Em 1911, passa a colaborar com o “Correio de Maceió”, sob o pseudônimo de Soares Lobato. Em 1914, embarca para o Rio de Janeiro (RJ). Nesse mesmo ano, trabalha nos jornais cariocas “Correio da Manhã”, “A Tarde” e “O Século”. Colabora com o “Jornal de Alagoas” e com o fluminense “Paraíba do Sul”, sob as iniciais R.O. (Ramos de Oliveira).

Elegeu-se prefeito de Palmeira dos Índios em 1927. Segundo uma de suas auto-descrições, “(…) Quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas”. Escreve e envia o seu primeiro relatório ao governador Álvaro Paes, “Um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928”, publicado pela Imprensa Oficial de Alagoas em 1929. No ano seguinte, volta o então prefeito Graciliano Ramos com um novo relatório ao governador que, ainda em nossos dias, não se pode ler sem um sorriso nos lábios, tal a forma sui generis em que é apresentado. Os relatórios da prefeitura chamaram a atenção de Augusto Schmidt, editor carioca que o animou a publicar “Caetés”, romance no qual ele já vinha deicando seu tempo mas que só seria publicado em 1933.

Em 1934 publica “São Bernardo”. Em março de 1936, acusado — sem que a acusação fosse formalizada — de ter conspirado no malsucedido levante comunista de novembro de 1935, é preso em Maceió com outras 115 pessoas. No período em que esteve preso no Rio, até janeiro de 1937, passou pelo Pavilhão dos Primários da Casa de Detenção, pela Colônia Correcional de Dois Rios (na Ilha Grande), voltou à Casa de Detenção e, por fim, pela Sala da Capela de Correção.

Em agosto 1936, já preso, mas com ajuda de amigos, entre os quais José Lins do Rêgo, consegue publicar “Angústia”, talvez sua melhor obra. Esse romance é agraciado, nesse mesmo ano, com o prêmio “Lima Barreto”, concedido pela “Revista Acadêmica”.

As experiências da cadeia, entretanto, ficariam gravadas em uma obra publicada postumamente, “Memórias do Cárcere” que viria a ser publicado em 1953, com um relato franco dos desmandos e incoerências da ditadura a que estava submetido o Brasil mas que ele não chegou a concluir, por razão de sua morte no mesmo ano, tendo, assim, ficado sem o capítulo final. Em maio de 1937, recebe o prêmio “Literatura Infantil”, do Ministério da Educação, com “A terra dos meninos pelados”.

Em 1938, publica seu famoso romance “Vidas secas”. Filia-se ao Partido Comunista, em 1945, ano em que são lançados “Dois dedos” e o livro de memórias “Infância”.

O escritor Antônio Cândido publica, nessa época, uma série de cinco artigos sobre a obra de Graciliano no jornal “Diário de São Paulo”, que o autor responde por carta. Esse material transformou-se no livro “Ficção e Confissão”. Em 1946, publica “Histórias incompletas”, que reúne os contos de “Dois dedos”, o conto inédito “Luciana”, três capítulos de “Vidas secas” e quatro capítulos de “Infância”.

Em 1947 os contos de “Insônia” são publicados. Traduz, em 1950, o famoso romance “A Peste”, de Albert Camus, cujo lançamento se dá nesse mesmo ano. Em 1951, elege-se presidente da Associação Brasileira de Escritores, tendo sido reeleito em 1962. O livro “Sete histórias verdadeiras”, extraídas do livro “Histórias de Alexandre”, é publicado.

Em setembro de 1952 submete-se a um tratamento de pulmão na Argentina. É operado mas os médicos não lhe dão muito tempo de vida. A passagem de seus sessenta anos é lembrada em sessão solene no salão nobre da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em sessão presidida por Peregrino Júnior, da Academia Brasileira de Letras. Sobre sua obra e sua personalidade falaram Jorge Amado, Peregrino Júnior, Miécio Tati, Heraldo Bruno, José Lins do Rêgo entre outros. Em seu nome, falou sua filha Clara Ramos.

No janeiro ano seguinte, 1953, é internado na Casa de Saúde e Maternidade S. Vitor, onde vem a falecer, vitimado pelo câncer, no dia 20 de março, às 5:35 horas de uma sexta-feira.

Postumamente, são publicados os seguintes livros: “Viagem” em 1954; “Linhas tortas”, “Viventes das Alagoas” e “Alexandre e outros heróis”, em 1962, e “Cartas”, em 1980, uma reunião de sua correspondência.

OBRAS ↓

 Caetés, (1933),  São Bernardo, (1934),  Angústia, (1936), Vidas Secas, (1938),  A Terra dos Meninos Pelados, (1939),  Brandão Entre o Mar e o Amor, (1942),  Histórias de Alexandre, (1944),  Infância, (1945),  Histórias Incompletas, (1946),  Insônia, (1947),  Memórias do Cárcere, (obra póstuma) – 1953,  Viagem, (obra póstuma) – 1954,  Linhas Tortas, (obra póstuma) – 1962, Viventes das Alagoas, (obra póstuma) – 1962,  Alexandre e outros Heróis, (obra póstuma) – 1962,  Cartas, (obra póstuma) – 1980,  O Estribo de Prata, (obra póstuma) – 1984,  Cartas a Heloísa, (obra póstuma)  – 1992, Vidas Secas – edição especial 70 anos – 2008; (obra póstuma), Angústia – edição especial 75 anos – 2011; (obra póstuma),Garranchos – textos inéditos – 2012. (obra póstuma)

 

2 – Lêdo Ivo

Ledo Ivo

(Maceió, AL, 18 de fevereiro de 1924 – Sevilha, 23 de dezembro de 2012)

Jornalista, poeta, romancista, contista, cronista e ensaísta, Lêdo Ivo foi eleito em 13 de novembro de 1986, na sucessão de Orígenes Lessa e recebido em 7 de abril de 1987 pelo acadêmico Dom Marcos Barbosa. Eis o 1º parágrafo de seu discurso de posse, já como membro da Academia Brasileira de Letras:

“Numa tarde de outono, um homem caminha pelas ruas de Londres. O frio e o vento o obrigam a encolher-se no seu sobretudo. Sozinho e desconhecido na metrópole que Verlaine comparou à Babilônia, esse homem é um exilado, expulso de sua pátria por um caudilho taciturno. E enquanto ele marcha entre as folhas que caem, em seu espírito flui a interminável reflexão sobre o seu país que, no outro lado do oceano, vive as turbulências do dissídio e do desencontro. Esta é a imagem que me ocorre de Rui Barbosa, o fundador da Cadeira nº 10: a do exilado.”

Dedicou-se à vida literária, participando do I Congresso de Poesia do Recife em 1941. Foi redator da Tribuna da Imprensa e da revista Manchete, colaborador de O Estado de São Paulo e editorialista do Correio da Manhã. Estreou na literatura em 1944, com o livro de poesias “As imaginações”. Em 1945 publica “Ode e elegia”, distinguido com o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, o primeiro de uma série de prêmios.

Em 1949, proferiu, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, a conferência “A geração de 1945”. Sua obra de poesia e de prosa foi amplamente reconhecida e premiada. Seu romance de estréia “As alianças” de 1947 mereceu o Prêmio de Romance da Fundação Graça Aranha.

Ao seu livro de crônicas “A cidade e os dias” de 1957 foi atribuído o Prêmio Carlos de Laet, da Academia Brasileira de Letras.

Em 1973, foram conferidos a “Finisterra” o Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do Pen Clube do Brasil; o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro; e o Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal. O seu romance “Ninho de Cobras” foi distinguido com o Prêmio Nacional Walmap.

Em 1974, “Finisterra” recebeu o Prêmio Casimiro de Abreu, do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Seu livro de memórias “Confissões de um poeta” de 1979 mereceu o Prêmio de Memória da Fundação Cultural do Distrito Federal.

Em 1982, Lêdo Ivo foi distinguido com o Prêmio Mário de Andrade, conferido pela Academia Brasiliense de Letras ao conjunto de suas obras. A seu livro de ensaios “A ética da aventura” foi conferido, em 1983, o Prêmio Nacional de Ensaio do Instituto Nacional do Livro.

Em 1986, recebeu o Prêmio Homenagem à Cultura, pela obra poética. Eleito “Intelectual do Ano de 1990”, recebeu o Troféu Juca Pato do seu antecessor nessa láurea, o Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns. Ao seu livro de poemas “Curral de peixe” de 1995 o Clube de Poesia de São Paulo atribuiu o Prêmio Cassiano Ricardo.

Seu romance “Ninho de cobras”, de 1973, foi traduzido para o inglês, sob o título “Snakes’ Nest”, e em dinamarquês, sob o título “Slangeboet”. No México, saíram várias coletâneas de poemas de Lêdo Ivo, entre as quais “La imaginaria ventana abierta”, “Oda al crepúsculo”, “Las pistas” e “Las islas inacabadas”. Em Lima, Peru, foi editada uma antologia, “Poemas”, e na Espanha saiu a antologia “La moneda perdida”.

OBRAS ↓

As imaginações, poesia (1944), Ode e elegia, poesia (1945),  As alianças, romance (1947), Acontecimento do soneto, poesia (1948), O caminho sem aventura, romance (1948), Ode ao crepúsculo, poesia (1948), Cântico, poesia (1949), Linguagem, poesia (1951), Lição de Mário de Andrade, ensaio (1951), Ode equatorial, poesia (1951), Um brasileiro em Paris e O rei da Europa, poesia (1955), O preto no branco, ensaio (1955), Mar oceano, poesia (1987),  Crepúsculo civil, poesia (1990), O aluno relapso, autobiografia (1991), A república das desilusões, ensaios (1995), Curral de peixe, poesia (1995), Entre muitos outros.

 

3 – Guimarães Passos

Guimarães Passos

(Maceió, AL, 22 de março de 1867 – Paris, França, 9 de setembro de 1909)

Fez seus estudos primários e os preparatórios em Alagoas. Aos 19 anos foi para o Rio de Janeiro. Entrou para a redação dos jornais, fazendo parte do grupo de Paula Ney, Olavo Bilac, Coelho Neto, José do Patrocínio, Luís Murat e Artur Azevedo. Colaborou com a Gazeta da Tarde, a Gazeta de Notícias, A Semana. Nos vários lugares em que trabalhou, escrevia também sob pseudônimos: Filadelfo, Gill, Floreal, Puff, Tim e Fortúnio.Foi jornalista e poeta, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, onde criou a Cadeira n. 26, que tem como patrono Laurindo Rabelo.

Foi também arquivista da Secretaria da Mordomia da Casa Imperial. Com a proclamação da República, e extinta essa repartição, Guimarães Passos perdeu o lugar e passou a viver unicamente de seus trabalhos jornalísticos. Com a declaração da revolta de 6 de setembro de 1893, aderiu ao movimento. Fez parte do governo revolucionário instalado no Paraná, e lutou contra Floriano Peixoto. Vencida a revolta, conseguiu fugir. Exilou-se em Buenos Aires durante 18 meses. Lá colaborou nos jornais La Nación e La Prensa e fez conferências sobre temas literários relacionados ao Brasil.

Em 1896, de volta do exílio, foi um dos primeiros poetas chamados para formar a Academia Brasileira de Letras. Escolheu para seu patrono outro boêmio, o poeta Laurindo Rabelo. Encontrou, no Rio de Janeiro, a sua geração inteiramente transformada. Alguns dos antigos companheiros encontravam-se agora em postos bem remunerados, eram reconhecidos, enquanto ele permanecia como o último boêmio. Ficou doente de tuberculose e, não conseguindo melhoras no Brasil, partiu para a ilha da Madeira e, daí, para Paris, onde veio a falecer, em 1909. Só em 1921, a Academia Brasileira conseguiu fazer trasladar os restos mortais para o Brasil. Para aqui vieram acompanhados dos de Raimundo Correia, falecido em Paris em 1911.

Poeta parnasiano, lírico e, às vezes, um pouco pessimista, Guimarães Passos foi também humorista na sua colaboração para “O Filhote”, reunida depois no livro “Pimentões”, que publicou de parceria com Olavo Bilac. Ao tratar de Versos de um simples, José Veríssimo viu nele o “poeta delicado, de emoção ligeira e superficial, risonho, de inspiração comum, mas de estro fácil, como o seu verso, natural e espontâneo, poeta despretensioso, poeta no sentido popular da palavra”.

OBRAS ↓

Versos de um simples, (1891)

Hipnotismo, (1900)

Horas mortas, (1901)

Dicionário de rimas, com Olavo Bilac (1905)

Tratado de versificação, com Olavo Bilac (1905)

4 – Jorge de Lima

Jorge de Lima

(União dos Palmares, 23 de abril de 1893 – Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1953)

Jorge Mateus de Lima foi poeta, romancista, artista plástico (pintor, desenhista, ilustrador e escultor), ensaísta, médico, político e professor. Filho de um rico comerciante e senhor de engenho de antiga linhagem local. Em 1902, muda-se, com a mãe e os irmãos, para Maceió, onde realiza os estudos fundamentais no Instituo Alagoano. Transfere-se para Salvador em 1908 e ingressa na Faculdade de Medicina da Bahia. No terceiro ano do curso, vai morar no Rio de Janeiro, onde conclui o curso e se forma em 1914. Nesse mesmo ano, publica seu primeiro livro – XIV Alexandrinos. Durante seus estudos, escreve e publica poemas em pequenos jornais, dentro e fora das escolas que frequenta. Em 1915, volta para Maceió, onde passa a clinicar, atendendo em consultório próprio, ao mesmo tempo que se dedica à literatura. Em 1921 é eleito Príncipe dos Poetas Alagoanos. Enquanto trabalha como professor de história natural e depois de literatura brasileira em colégios de Maceió, envolve-se com a política local e ocupa os cargos de vereador  e deputado estadual, exercendo o cargo entre 1919 e 1922. Inicia-se nas artes plásticas ilustrando o livro O Mundo do Menino Impossível no ano de 1927. Com a Revolução de 1930, abandona temporariamente a carreira política e resolve radicar-se de vez no Rio de Janeiro. Em 1931, monta consultório médico na Cinelândia, centro da cidade, que funciona também como ateliê de pintura, além de se tornar um famoso ponto de encontro de artistas e de intelectuais como Murilo Mendes (1901-1975), Graciliano Ramos (1892-1953) e José Lins do Rego (1901-1957). Converte-se ao catolicismo em 1935. Em 1939 passa a se dedicar também às artes plásticas, participando de algumas exposições e aprimora-se frequentando o ateliê da pintora Sylvia Meyer (1889 – 1955). Nesse mesmo ano, pinta a sua primeira tela Quadro com Mulher ou Mulher Sonhando. Em paralelo, continua dedicando-se à literatura e publica, entre outros, Poemas Escolhidos, 1932; o romance surrealista O Anjo, 1934; Tempo e Eternidade, 1935, dedicado a Ismael Nery (1900 – 1934); Quatro Poemas Negros, 1937; A Túnica Inconsútil, 1938; A Pintura em Pânico, álbum de fotomontagens com prefácio de Murilo Mendes, 1943; e Invenção de Orfeu, 1952. É homenageado com o Grande Prêmio de Poesia, em 1940, concedido pela Academia Brasileira de Letras – ABL. Meses antes de morrer, em 1953, grava poemas para o Arquivo da Palavra Falada da Biblioteca do Congresso Americano em Washington D.C., Estados Unidos. Após sua morte, o poema O Grande Circo Místico dá nome a um espetáculo de dança de Naum Alves de Souza e a um disco, incluindo músicas de Edu Lobo e Chico Buarque, em 1983.

OBRAS ↓

Poesia

XIV Alexandrinos – 1914, O Mundo do Menino Impossível – 1925, Poemas – 1927, Essa Negra Fulô – 1928, Novos Poemas – 1929, Poemas Escolhidos – 1932, Tempo e Eternidade (em colaboração com Murilo Mendes) – 1935, A Túnica Inconsútil – 1938, Poemas Negros – 1947, Livro de Sonetos – 1949, Vinte sonetos – 1949, Obra Poética – 1950 – com a inclusão de Anunciação e Encontro de Mira-Celi, Invenção de Orfeu – 1952, Castro Alves. Vidinha – 1952.

Romances

Salomão e as Mulheres – 1927, O Anjo – 1934, Calunga – 1935, A Mulher Obscura – 1939,  Guerra dentro do Beco – 1950, Ensaio, história, biografia, A Comédia dos Erros -1923, Dois Ensaios – Proust e Todos Cantam sua Terra – 1929, Anchieta – 1934, Rassenbildung und Rassenpolitik in Brasilien (Formação e política raciais no Brasil) – 1934, Biografia de Alexandre José de Melo Morais – 1941, Vida de São Francisco de Assis – 1944, D. Vital – 1945, Vida de Santo Antonio – 1947.

5 – Costa Rego

1 - Costa Rêgo

(Pilar, 12 de março de 1889 – Rio de Janeiro, 06 de julho de 1954)

Pedro da Costa Rego nasceu no Pilar (AL), em 12 de março de 1889. Jornalista, escritor e político, iniciou seus estudos no Mosteiro São Bento (onde fundou a revista literária Véritas, com o pseudônimo de “Celestino Pompéa”) e posteriormente ingressou na carreira jornalística na publicação O Século. Em 1907, se transferiu para o Correio da Manhã, onde começou como revisor e terminou como redator-chefe, vivendo o auge de sua produção profissional.

Em quase 50 anos de atuação neste jornal, dirigiu a notável equipe de literatos que contava com nomes como Graciliano Ramos, Otto Lara Resende, José Lins do Rego, Aurélio Buarque de Hollanda, Otto Maria Carpeaux e Rodolfo Mota Lima.

Na vida pública, foi secretário da agricultura (1912), deputado federal (1915-17, 1918-20, 1921-23), governador (1924-28) e senador (1929-30 e 1935-37), sempre por Alagoas. Como educador, mesmo sem nunca ter frequentado curso superior, Costa Rego implantou a primeira cátedra brasileira de jornalismo na Universidade do Distrito Federal, onde lecionou História das Américas e adotou um enfoque pedagógico voltado às raízes européias de formação humanística dos profissionais.

Membro da ABI e homenageado com os títulos honoríficos de Comendador Polônia Festituta e Grande Oficial do Mérito do Chile, foi casado com dona Alzira Lopes Costa Rego, com quem teve três filhas. Faleceu no Rio de Janeiro (RJ) em 6 de julho de 1954.

OBRAS ↓

 Na Terra Natal (1928)

Como Foi Que Persegui a Imprensa (1930)

Águas Passadas (1952)

 

 

Comentem se vocês já conheciam ou se já leram alguma obra desses escritores ♥

 

 

Pesquisa:
http://www.cultura.al.gov.br/politicas-e-acoes/mapeamento-cultural/alagoanos-ilustres/
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2 comentários em “TOP 5: Escritores Alagoanos

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